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Como atuar no mercado na era da Disrupção Tecnológica

A sociedade sofre transformações cada vez mais rápidas e estar preparado(a) para novas realidades é fundamental. A Internet das Coisas e a Inteligência Artificial já começam a mudar paradigmas. Cada vez mais máquinas começam a exercer funções até então exclusivas dos humanos, mas também ajudam a criar outros tipos de profissão.

Mercado, Governo e Universidades devem de forma coesa preparar o homem para o futuro próximo, que pode ser promissor para quem estiver disposto a viver em uma realidade compartilhada com as máquinas.

Em palestra realizada na terça passada, dia 20, aqui na Tely, o Professor e Coordenador dos Cursos na área da TI do Unipê, Doutor Felipe Soares de Oliveira, deu uma incrível palestra para os nossos colaboradores, abordando o tema “Como atuar no mercado na era da Disrupção Tecnológica”. Nós batemos um papo super legal e o conteúdo, você pode acompanhar, logo, abaixo.

Previsão de emprego nos próximos 05 anos

1 – Na Palestra, você falou que há uma previsão da criação de 58 milhões de empregos nos próximos 05 anos. Esses dados levam em consideração a quantidade de desemprego gerados, também, que hoje já é alta? Ou esse número já é um saldo, levando em consideração o desemprego que pode surgir?

Na verdade, esse dado mostra que empregos derivados das novas profissões vão surgir, a questão do desemprego vai continuar acontecendo, se em mais intensidade ou não, vamos precisar esperar. Mas o fato é que grande parte das pessoas não estão preparadas para assumir as posições do mercado do futuro, por isso precisamos refletir sobre isso.

2 – Esses 58 milhões de empregos serão criados na Sociedade 4.0 ou 5.0?

Esse dado é só uma estimativa, pois não temos como precisar exatamente, mas o que precisamos entender é que essa revolução do mercado do futuro vai influenciar e resignificar várias profissões, inclusive, as tradicionais, criando novos modelos de trabalho e, como consequência, novas oportunidades.

Homem e Máquina

3 – O homem deve ter medo da “máquina”? Caso não, por quê?

Definitivamente não, o homem precisa encarar a tecnologia como uma ferramenta que pode potencializar suas ações na sua vida cotidiana e no seu trabalho. Tarefas que, antes eram manuais, começam a ser automatizadas, com a influência da Inteligência Artificial, principalmente, nos ajudando a tomar decisões, a partir de grandes massas de dados.

4 – Aponte os diferenciais existentes no ser humano que, provavelmente, jamais poderão ser copiados ou superados por um robô ou, melhor dizendo, uma Inteligência Artificial?

Principalmente as habilidades emocionais, também chamadas de soft skills, ou seja, todas as tarefas que demandam pensamento crítico, criatividade, empatia, liderança, colaboração, que são as chamadas competências do século 21, certamente um robô não conseguirá reproduzir com o mesmo feeling do ser humano. Por isso não podemos dizer que as máquinas vão substituir os humanos sem analisar essas variáveis.

Inteligência Artificial e Internet das Coisas

5 – Quais as áreas você acredita que serão mais impactadas com a Internet das Coisas e Inteligência Artificial?

Penso que dentro das Cidades Inteligentes, e isso envolve todos os organismos de uma cidade, seja na área da saúde, segurança, energia, educação, e os outros mercados. O impacto dessas tecnologias da dita indústria 4.0, será uma tendência forte, que , inclusive, já começou, mas tende a aumentar exponencialmente.

6 – Qual conselho daria para uma pessoa dos dias de hoje se preparar para o futuro tecnológico, que já começou?

Principalmente, o desenvolvimento do aprendizado contínuo e do Mindset Digital, ou seja, a cultura de querer aprender a todo momento, se atualizar, tendo curiosidade em entender como a tecnologia tem invadido sua área de atuação e também procurar compreender a sua aplicabilidade. Além disso, procurar desenvolver as soft skills e conhecer sobre os métodos que tem impulsionado o mercado de inovação das Startups (Lean Startup, Design Thinking, Métodos Agéis, etc).

Papel do Governo

7 – Qual o papel acredita que o Governo deve ter com essas mudanças tecnológicas, que são bastante rápidas?

O papel do Governo é central, porque vamos precisar de uma discussão mais ampla no sentido de preparar as cidades para essas tecnologias, a exemplo do carro autônomo, mas, principalmente, nas políticas de realocação dessas pessoas que, hoje, trabalham em empregos que serão mais impactados pela substituição, já que atividades que demandam uma repetição de ação terão grandes chances de serem automatizadas. Então é um debate amplo e que envolve mercado, academia e governo.

Conexão gera harmonia

8 – Possivelmente, o segredo da melhor qualidade de vida estará na conexão(máquina-máquina, máquina-homem e homem-homem)?

Entendo que sim, porque a tecnologia pode distanciar, mas também aproxima – depende do ponto de vista. A mudança de mindset que precisamos desenvolver é: observando que é um caminho sem volta, como posso me apropriar desses recursos para me ajudar diariamente, seja nas minhas relações familiares, de amizade e de trabalho? Essa visão mais romântica sobre a interação do homem com a tecnologia é o que destaca a sociedade 5.0, termo cunhado no Japão no final de 2018.

Sociedades 4.0 e 5.0

9 – Quais países estão à frente quando se trata de sociedades 4.0 e 5.0? O Brasil parece se adaptar bem a essa realidade?

As grandes economias estão na frente, pois já existem políticas de governo para melhorar a infraestrutura das cidades para que consigam se adaptar melhor as tecnologias, e uma atuação mais preparada do setor acadêmico para suportar o desenvolvimento desse novo profissional, esses são ponto muito importantes. O Brasil está engatinhando nesse processo, o lado positivo disse é que teremos nos próximos anos um mercado em franco crescimento e com muitas oportunidades.

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