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Da Internet Discada à Banda Larga Fibra Óptica: principais tecnologias e diferenças

Quem é da década de 90 ouviu bastante aquela “musiquinha” da conexão dial-up e, provavelmente, já deixou muito o computador ligado durante a madrugada para baixar um vídeo de 500 Mega ou músicas do seu cantor preferido.  Da Internet Discada à Banda Larga, via Fibra Óptica, muitas tecnologias surgiram e você pode conferir as principais, abaixo.

Da Internet Discada à Banda Larga, suas principais tecnologias e diferenças

Enquanto a Internet Discada, como o próprio nome diz, utiliza exclusivamente a linha telefônica para realizar um tráfego limitado de dados, tendo baixa velocidade de conexão, a Banda Larga consegue realizar um tráfego de dados muito maior, o que resulta numa conexão bem mais rápida e estável.

Internet Discada à Banda Larga
Foto: Shutterstock

Internet Discada, o que é?

Até a década de 90 e início dos anos 2000, a conexão era feita somente através da linha telefônica, que ficava ocupada, especialmente, aos fins de semana, dias propícios para se conectar. Pois as operadoras cobravam apenas um pulso por dia.

Isso acontecia, porque no modelo Internet Discada, os dados de internet são transmitidos da mesma forma que os de voz, em sinais de áudio. E a única solução para evitar essa dor de cabeça era adquirir uma linha telefônica exclusiva para internet e outra para voz.

Esses fatores, somados ao fato de que em dias uteis até meia-noite os Provedores do Serviço cobravam um pulso por minuto, faziam com que o custo de se ter uma Internet em casa fosse muito elevado.

Tecnologia ADSL – Linha Digital Assimétrica para Assinante

O surgimento dessa tecnologia possibilitou às operadoras utilizarem os cabos de telefonia já existentes para realizar tanto o tráfego de voz quanto o de dados (Internet). “Com o objetivo de não ter que fazer outro investimento, conseguiu-se realizar no mesmo par de fios o tráfego de dados, transportando, assim, simultaneamente, voz e dados, em frequências diferentes”, afirma Edivaldo Neto, nosso Especialista de Suporte Júnior II.

O filtro DSL é o componente responsável por separar as frequências de voz e dados. Graças a sua criação, tornou-se possível fazer com que a linha telefônica não ficasse mais ocupada, quando o usuário usasse a internet.

Internet Banda Larga Satélite

De todas as Tecnologias que realizam o tráfego de dados, esta é a que exige o maior custo de investimento para a sua implantação, e chega a lugares remotos, onde outros tipos de tecnologias não conseguem.

Funciona de forma similar à tecnologia ADSL, mas necessita de dois modens. Enquanto um envia o sinal para o satélite, outro fica responsável por receber o sinal já decodificado. Fatores ambientais interferem bastante na estabilidade do seu tráfego de dados.

Internet Banda Larga a Rádio

Possibilita também um grande tráfego de dados com menos custo que a Fibra Óptica. Por ser transmitida através de radiofrequência, esse tipo de internet não necessita de um grande investimento em cabeamento físico para chegar até o usuário. É mais utilizada em regiões longínquas (áreas rurais, cidades do interior, serras, montanhas), onde as operadoras que trabalham com Fibra Óptica ou ADSL ainda não conseguem chegar.

“Com o Rádio, eu consigo colocar um ponto em determinado local e outro, por exemplo, a 50 quilômetros de distância. Esses dois pontos transmitem dados, através de ondas, entre si, levando conexão às residências e empresas que estão na área de abrangência dos seus sinais”, disse Edivaldo Neto. Ele complementa, afirmando que a qualidade dos sinais a rádio são vulneráveis às mudanças climáticas, já que chuvas causam um efeito de reflexão do sinal, criando instabilidade na comunicação entre os dois rádios, e os ventos fazem as antenas emissoras e receptadoras dos sinais balançar.

Cabo Coaxial 

O Cabo Coaxial, muito utilizado até a década de 90, é formado por um fio de cobre condutor, revestido por um material isolante e uma blindagem envolta o protege. Também é coberto por uma estrutura de plástico. Estes três últimos componentes, juntos, ajudam a reduzir as interferências eletromagnéticas sobre os dados que percorrem pelo núcleo do cabo.

Para fornecer tanto conteúdo em apenas um meio físico, o sistema MDF (Multiplexação por Divisão de Frequência) divide os canais de televisão em frequências diferentes, tendo uma largura normal de 6MHz”. Os dados referentes ao fluxo de acesso à Internet também recebem uma faixa de 6MHz.

O protocolo DOCSIS (Data Over Cable Service Interface Specification) é o responsável por fazer o gerenciamento da transmissão de dados de Internet.

Existem, atualmente, cinco versões do protocolo DOCSIS: DOCSIS 1.0, DOCSIS 1.1, DOCSIS 2.0, DOCSIS 3.0, DOCSIS 3.1

Alguns provedores de serviços também utilizam o sistema HFC (Híbrido-Fibra-Coaxial), transportando dados em Fibra Óptica até uma caixa de rede no ambiente do usuário, que pode ser um prédio comercial, um condomínio residencial ou a sua própria casa. Da caixa de rede, um cabo coaxial faz o transporte de dados até o modem/roteador.

Hoje, a tecnologia de Fibra Óptica é a mais utilizada, mas algumas empresas ainda utilizam o cabo coaxial para oferecer acesso à Internet e aos canais de TV pagos.

Cabo de Par Trançado

Podendo ser usado para realizar tráfego de dados, voz e vídeo, o Cabo de Par Trançado é formado por um conjunto de 08 fios de cobre, que se entrelaçam de par em par para cancelar o máximo possível de interferências eletromagnéticas externas e mútuas.

Segundo nosso Analista Técnico de Operações, Adjamilton Augusto, existem 7 categorias de cabo Par Trançado com diferentes frequências e taxas de transferências.

Categoria 1: Os cabos desta categoria já foram bastante utilizados em redes antigas, como token ring, e instalações telefônicas. Hoje, não é mais reconhecido pela TIA (Associação da indústria de telecomunicação).

Categoria 2: Já foram usados para redes token ring de 4Mbps e Arcnet de 2,5Mbps. Atualmente, também não são mais reconhecidos pela TIA.

Categoria 3: Ideal para frequências de até 16 MHz foi o primeiro padrão projetado exclusivamente para redes. É pouco utilizado e não suportado por todas as placas de rede.

Categoria 4: Também não mais reconhecido pela TIA, antes era utilizada para transmitir dados com velocidade de até 20Mbps e frequência de até 20 MHz.

Categoria 5: Ainda é bastante utilizado, pois tem compatibilidade com qualquer placa de rede. Reconhecida pela TIA, a sua versão CAT5e, pode ser usada para frequências de até 125 MHz.

Categoria 6: Tem alcance de apenas 55 metros e trabalha com frequência de 250 MHz, mas seu alcance é de apenas 55 metros. A versão CATa consegue alcançar até 100m e suporta frequência de até 500 MHZ, (a CAT6a permite até 100m). Tem também maior poder de reduzir interferências e perda de sinal.

Categoria 7: Ainda está em desenvolvimento. O objetivo é que este tipo de cabo consiga ser usado em redes de 100Gbps, mas nada ainda confirmado.

Mais informações: www.projetoderedes.com.br/tutoriais/tutorial_categorias_de_cabos.php

“Mesmo sendo feitos em pares trançados para diminuir as interferências eletromagnéticas, existem também Cabos de Par Trançado com blindagem”, o que aumenta a sua durabilidade e proteção contra interferência eletromagnética, afirma Adjamilton Augusto.

Apesar de ainda ser bastante utilizado em lugares com umidade e pouca exposição ao sol, o nosso Analista Técnico de Operações ressalta que a Fibra Óptica, hoje, é a melhor opção que há no mercado. “Além de ter maior durabilidade, a Fibra Óptica não sofre interferências eletromagnéticas. Aqui na Tely, por exemplo, o nosso Backbone é 100% fibra óptica, o que proporciona ao usuário uma melhor experiência de uso, seja em Internet ou Telefonia”, assegura Adjamilton Augusto.

Internet Discada à Banda Larga
Crédito: Shutterstock

Fibra Óptica

A Fibra Óptica surgiu da necessidade de implementar uma tecnologia que não apresentasse tanta taxa de erro, como ocorre na Internet Discada, e que não sofresse tanta influência do clima (vento, chuva), como na Internet a Rádio. “Através da Fibra Óptica, eu passei a ter a capacidade de transportar dados por longa distância, dezenas de quilômetros, sem perder qualidade e estabilidade do sinal”, afirma Edivaldo Neto.

Composta por materiais dielétricos (plástico nas camadas mais externas e um núcleo central de vidro), o seu papel é realizar o transporte da luz no seu meio físico. Tal material possibilita manter o tráfego de dados com maior velocidade, estabilidade, segurança e performance.

Segundo Wladimir Nery, nosso Especialista de Engenharia Sênior, na fibra óptica, o fluxo de dados ocorre por meio da sua emissão em forma de luz, a partir de um módulo óptico originador dos sinais numa determinada extremidade. Estes sinais (de luz) percorrem a fibra óptica em toda a sua extensão e são recepcionados pelo módulo remoto que, uma vez checada a integridade dos dados, realiza a conversão para sinais elétricos.

Do Rádio à Fibra Óptica na Tely

Segundo Sid Gomes, Gerente Executivo de Vendas, a Tely começou há 14 anos com Internet a Radio. “A empresa foi evoluindo e, hoje, está na Vanguarda de redes de acesso no Nordeste. Atuamos no território nordestino e já estamos chegando a São Paulo, com Backbone 100% Fibra Óptica”, finaliza Sid Gomes. Edivaldo Neto complementa: “e agora a Tely está investindo bastante em Tecnologia DWDM, iluminando os milhares de quilômetros de Fibra Óptica que temos, conseguindo entregar mais dados, interligando mais pessoas e empresas com ainda mais qualidade”.

Quer uma conexão ultraveloz de fibra óptica? #VemPraTely Ligue: 0800 721 8359

Saiba mais: www.tely.com.br/fibra-optica-o-que-e-e-como-nos-ajuda/

www.oficinadanet.com.br/post/10162-o-que-e-o-cabo-de-rede-par-trancado

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