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IPv4 e IPv6 – principais diferenças entre estes protocolos

Criado no início da década de oitenta para organizar os padrões de endereços da Internet, o IPv4 (Protocol version 4) de 32 bits fez um belo trabalho até os dias atuais. Com capacidade para bilhões de números diferentes, sendo 4.294.967.296 a quantidade máxima, esse protocolo deu conta do recado e ajudou muitas pessoas e empresas a navegarem pela Internet. O problema é que quando o IPv4 foi criado a quantidade de dispositivos digitais se resumia praticamente a computadores e em quantidade numérica bem menor do que a atual.

O surgimento de Tablets, Anrdoides, Smartphones, TVs Smarts, Aplicativos, etc., gerou uma superpopulação de IPs, ocasionando a necessidade da criação de um novo protocolo, que suportasse toda a quantidade de endereços solicitados. A partir de então, o protocolo IPv6 de 128 bits foi desenvolvido e já começou a ser utilizado, mesmo que o IPv4 ainda seja o mais aplicado.

IPv4 e IPv6 – explicando melhor os protocolos

Para explicar melhor, imagine a Internet como um mundo que funcionava apenas na cidade chamada IPv4. Esta era cheia de terrenos baldios e com o passar dos anos tornou-se uma Megalópole, tendo todas as suas ruas e avenidas ocupadas, sem um terreno livre sequer. A solução mais óbvia para essa superlotação seria criar outra cidade muito maior denominada protocolo IPv6 para desafogar a Megalópole, que já não consegue suportar mais tantas pessoas.

Principais diferenças entre os protocolos IPv4 e IPv6

Hoje, o protocolo IPv4 está saturado e o IPv6 com capacidade para 340 duodecilhões de IPs tem muitos endereços vagos para acomodar novos dispositivos, que surgem a todo momento de forma exponencial.

“O IPV6 de 128 bits é hexadecimal, 08 palavras de 16 bits, cada. O exemplo de um IP deste protocolo pode ser 2001:0DB8:00AD:000F:0000:0000:0000:0001. Este pode ser simplificado da seguinte maneira: 2001:DB8:AD:F:0:0:0:1. Como podem ver, apesar de ser representado de forma Hexadecimal, o cabeçalho do IPv6 ficou mais simples do que o do IPv4”, disse Camila Lijó, nossa Analista Técnica de Suporte.

Camila Lijó complementa: “Outra mudança marcante é que não existem mais as classes A, B e C como no IPv4, pois o IPv6 utiliza o conceito de CIDR, no qual um determinado número de bits corresponde ao prefixo da rede, e os bits restantes identificam o nó. Exemplo:/64 – expressa um prefixo de rede de 64 bits. Logo, o conceito de máscara para representar uma rede no endereçamento não existe mais”.

Mudança que chamou mais atenção

Segundo nossa Analista Técnica de Suporte, “o que chamou mais atenção nas mudanças foi o fato de não existir mais o broadcast em IPv6. As tarefas, antes exercidas pelo broadcast, passam a ser executadas via multicast. Com isso, surge um novo tipo de endereço anycast, assim como um endereço multicast, que representa um agrupamento de nós de rede”.

Ela explica melhor: “O que acontece é que o roteador IPv6 deve estar em um grupo de multicast e noticiar o prefixo de rede, com isso os nós IPv6 podem obter o prefixo de rede e realizar a autoconfiguração de endereços roteáveis na Internet”. Este fato facilita o tráfego de dados numa rede local.

Vale salientar que a existência do multicast simplifica muito os protocolos como o DHCPv6 e evita o uso de broadcast.

IPv4 e IPv6 – Inteligência Artificial e Internet das Coisas

Para um dispositivo eletrônico se comunicar com a Internet é fundamental a existência de um IP (endereço). E, segundo Camila Lijó, é notório que o IPv6 está convidando a inclusão de novos dispositivos à rede de computadores, fato que está, inclusive, mudando o conceito de “rede de computadores” para a “rede das coisas”. Então, com o crescimento de “coisas” na rede é fácil entender que o fluxo de dados na Internet vai aumentar.

“Entretanto, falar que a Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas dependem da utilização ou não do IPv6 eu vou estar pecando. Mas posso dizer que é um ponto importante o fluxo ou trabalho do fluxo de dados, que cresce de maneira extraordinária na Internet.

Em suma, a Internet das Coisas e Inteligência Artificial não dependem do IPv6 para existirem, porém dependem para crescerem e se desenvolverem mais, principalmente, pelo fato do IPv4 já estar com praticamente todos os seus endereços esgotados.

Como saber se uso o protocolo IPv6?

A Tely já trabalha com IPv6 e alguns dos nossos clientes também já estão utilizando esse novo protocolo. Nossa Analista Técnica de Suporte dá um recado: “se nosso cliente não souber identificar se utiliza o IPv4 ou IPv6, basta entrar em contato com o nosso Centro de Operações que verificamos para ele”.

Camila Lijó finaliza: e caso ele tenha interesse em utilizar o protocolo IPv6, apenas será necessário realizarmos a verificação se os equipamentos entregues estão habilitado para o uso do protocolo. É uma tarefa bem simples!

É cliente Tely e deseja saber se seu endereço IP já tem o protocolo IPv6? Ligue 0800 721 8359.

Caso não seja cliente Tely, ligue para sua Operadora e pergunte ou faça algo ainda melhor: #VemPraTely, que te explicamos direito, além, é claro de oferecermos a você uma Internet de Alta Performance, sem limite de downloads para você usar sem moderação na hora de assistir às suas séries, estudar, trabalhar, etc.

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